A marca pessoal vem ganhando popularidade nos últimos anos à medida em que o marketing adentra as mídias sociais e a crescente desconfiança sobre grandes corporações criaram uma condição perfeita para que os empreendedores se identificassem como sua própria marca.

É claro que o branding pessoal não se limita apenas aos empreendedores, mas entendo que seja o processo de criar uma identidade para você mesmo, e em um ambiente on-line (e off) pode aumentar significativamente sua reputação, você ser mais procurado e alavancar seus negócios.

Infelizmente, milhões de pessoas entraram nesse movimento de marca pessoal sem entender inteiramente a finalidade da estratégia. Há muita confusão sobre o que é de fato marca pessoal, e como ela pode ser usada a seu favor. Por isso, antes de avançar no tema, é importante esclarecer o que ‘personal branding’ não é.

Por que marca pessoal é importante?

A marca pessoal é o processo de criar e manter uma identidade para você, semelhante a uma marca corporativa, com seus produtos/serviços, porém, ela precisa ser construída a partir da sua própria personalidade, e de maneira única.

Originalmente, o branding pessoal era usado pelos candidatos a uma vaga de emprego como uma maneira de construir sua reputação, ganhar mais visibilidade para potenciais empregadores e, em última análise, aumentar suas chances de serem contratados online.

Hoje, a marca pessoal é mais usada como um ponto de alavancagem para profissionais que tentam fazer conexões, criar parcerias, fazer novos negócios ou encontrar uma nova posição de trabalho.

Pode também ser usada individualmente por free lancers ou empreendedores independentes, mas o recurso é usado com mais frequência como ligação de uma marca corporativa maior.

Como o público de hoje tem muito mais probabilidade de confiar em um indivíduo do que em organizações, o branding pessoal cria um relacionamento mais individual, humano e, portanto, mais eficaz com o público-alvo pessoa-a-pessoa. É o H2H (human to human ou ‘de humano para humano’) em ação.

Os grandes mitos do Personal Branding.

Os problemas geralmente começam com dúvidas mal resolvidas, e há uma série de enganos populares (ou mitos) em torno do conceito e da aplicação da marca pessoal no dia-dia.

Estes são cinco dos mitos mais comuns:

1. Personal Branding é útil apenas para free lancers e consultores.

Este é geralmente proposto por vendedores ou outros indivíduos que trabalham para uma empresa que acredita que as únicas pessoas que podem usar a marca pessoal de forma eficaz são aquelas que são proprietários únicos.

Certamente, free lancers e consultores têm uma vantagem quando se trata de branding pessoal. Como toda a empresa está vinculada à identidade pessoal desde o começo, é mais fácil dar o salto de uma interação pessoal para uma relação comercial.

No entanto, indivíduos que trabalham para uma empresa podem usar a marca pessoal da mesma maneira. Eles podem construir sua reputação trabalhando com sua lista atual de clientes, envolvendo-se nas mídias sociais e mostrando realmente as credenciais que os tornaram bem-sucedidos em sua posição. Então, uma vez que a reputação comece a se manifestar, esses indivíduos podem começar a fazer novas conexões – aquelas que podem levar a uma venda (se o indivíduo for vendedor) ou aquelas que podem dar conselhos e experiência para aprimorar suas habilidades ou carreira. Essas conexões podem ser canalizadas para a marca corporativa como se achar melhor e, eventualmente, as conexões começarão a chegar a você não provocadas.

2. Personal Branding significa inventar uma identidade.

Alguns profissionais são desencorajados pela ideia de criar e manter uma marca pessoal porque percebem a importância e a quantidade de esforço necessário para criar uma marca corporativa.

Algumas empresas gastam centenas de horas de trabalho criando o logotipo perfeito, o slogan perfeito e o plano perfeito de branding. Mas embora a marca pessoal exija alguma atenção ao seu nicho e ao seu público-alvo, não é uma questão de criar uma identidade totalmente nova – pelo menos, não a menos que você queira.

Para a maioria das pessoas, uma marca pessoal será uma extensão do self. Sua personalidade e sua identidade serão suas, com um aumento no profissionalismo e atualizações, e comentários mais direcionados para sua área de especialização. Se sua maior preocupação é criar uma nova identidade para si mesmo, tente não gastar muito tempo pensando sobre isso. Apenas seja você mesmo, fale sobre o que você quer tornar conhecido – como um especialista –, e deixe o resto se desenvolver naturalmente.

3. Criar uma marca pessoal é simplesmente uma questão de criar e gerir seus perfis sociais.

Este é um mito tipicamente seguido por pessoas obcecadas com o termo ‘branding pessoal’ porque este cresceu em popularidade. Eles têm um equívoco de que a marca pessoal é exclusivamente ligada às mídias sociais, como se simplesmente estar nas mídias sociais fosse o suficiente para constituir o desenvolvimento de uma marca pessoal.

No mundo atual, as mídias sociais são essenciais para criar uma marca pessoal. O público potencial a que você tem acesso através da mídia social é incomparável com qualquer outro canal. No entanto, isso não significa que é a única coisa que você precisa para ter sucesso. Para desenvolver sua reputação, você terá que aprender mais sobre seu setor, envolver-se em conversas regularmente (fazer o bom e velho networking), escrever material novo, postar em blogs externos e até participar de eventos pessoalmente para obter cara e nome lá fora. Se você estiver realmente empenhado em fazer uma grande marca pessoal, precisará fazer muito mais do que postar uma atualização social ocasional.

4. Personal Branding é apenas sobre vender.

Independentemente de você ser uma marca pessoal como pessoa física ou em nome de uma empresa maior, talvez acredite que a estratégia é inerentemente focada em vendas. Empreendedores e free lancers, em especial, costumam se concentrar em obter a maior quantidade de receita e a marca pessoal pode ajudar os dois tipos de profissionais a fechar mais negócios. Da mesma forma, toda a motivação da marca pessoal em nome de uma empresa é ganhar a confiança de um cliente em potencial a caminho de uma eventual venda. No entanto, a marca pessoal é útil para muito mais do que encontrar e fechar leads. Se você está procurando um emprego, ela pode abrir novas oportunidades e servir como seguro caso sua posição atual seja ultrapassada. Se você está tentando ganhar uma promoção ou um aumento, melhorar sua reputação on-line pode ajudá-lo a comprovar seu desenvolvimento profissional. E, claro, você pode usar a marca pessoal como uma oportunidade de aprendizado, conhecendo profissionais semelhantes e aprendendo mais sobre o escopo de sua indústria.

5. Personal Branding é uma estratégia de curto prazo.

O branding pessoal não é algo que se construa da noite para o dia. É um investimento que pode mudar sua estratégia de vendas, porém não é algo para ‘brincar’ ao longo de algumas semanas apenas. É uma estratégia de longo prazo que compensa exponencialmente ao longo do tempo. Como os seus contatos existentes o ajudarão a fazer novos contatos, o processo de criação de reputação é lento, mas tem um crescimento praticamente ilimitado. Se você quiser aproveitar essa curva parabólica, precisa entender que a marca pessoal é uma estratégia voltada para o futuro que exigirá meses, ou anos, de esforço contínuo.

Você pode usar o branding pessoal em quase todos os aspectos de sua carreira, seja para encontrar um novo cargo, conhecer novas pessoas, aumentar a visibilidade de sua empresa ou fazer novas vendas. É tão flexível quanto você pode imaginar, e está relacionado ao investimento de energia que você coloca no processo. Como acontece com qualquer estratégia de marketing, seus resultados dependem em grande parte da quantidade de tempo que você gasta dedicado. Então, seja paciente, trabalhe duro e exponha-se!

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Se você acredita que aplicar técnicas de marca pessoal ou investir energia nisso é apenas para vendedores ou quem está em busca de recolocação – reveja seus conceitos. Personal Branding pode ser usado em quase todos os aspectos de sua carreira, seja para encontrar um novo cargo, conhecer novas pessoas, aumentar a visibilidade de sua empresa ou fazer novas vendas. É tão flexível quanto você pode imaginar, e está vinculado à quantidade de energia que você coloca nele, como acontece com qualquer estratégia de marketing. Então, seja paciente, trabalhe duro e exponha-se! Sou a prova de que funciona pois desde quando passei a enxergar-me como unidade independente de negócio muitas coisas positivas – além de resultados – começaram a acontecer na minha carreira.

Vivian Lopes é fundadora da V. Content, assessoria de comunicação e marketing com foco em inovação e engajamento. Trabalha há 15 anos com comunicação empresarial e produção de conteúdo. Participou em 2017 do projeto do NAGI – Núcleo de Gestão da Inovação, oferecido pela incubadora Gênesis, da PUC-Rio, com apoio da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério de Ciência e Tecnologia.

E se quiser aprender mais sobre o assunto e trabalhar a favor da sua carreira ou do seu negócio, entre em contato no meu e-mail vivian@vcontent.com.br , será um prazer ajudar e tirar as dúvidas.

Você pode conhecer mais sobre minha trajetória de empreendedora no meu perfil no LinkedIn aqui – https://www.linkedin.com/in/vivian-lopes/

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