Em 2022, mais de um terço das competências (35%) que são consideradas importantes no mercado de trabalho atual já terão mudado, de acordo com o relatório publicado pelo Fórum Econômico Mundial, sobre o Futuro do Trabalho (The Future of Jobs).

Você provavelmente já ouviu falar sobre a 4ª revolução Industrial, e o que ela já está trazendo para o universo do trabalho em todo o mundo. Essa nova fase é conhecida pela era da inteligência artificial, dos robôs, impressão 3D, da nanotecnologia e da internet das coisas.

Onde as vagas de emprego em empresas médias e grandes vêm encolhendo há mais de duas décadas, enquanto o trabalho em tempo parcial e impermanente tem aumentado. Onde as perspectivas de emprego de nossos jovens adultos ao redor do mundo são incertas, de fato.

De acordo com relatório de tendências divulgado pela Mckinsey:

·        5% dos postos de trabalho deixarão de existir.

·        1/3 das atividades serão automatizadas em pelo menos 60% dos postos de trabalho.

·        65% das crianças que estão hoje no ensino fundamental estarão trabalhando em profissões que hoje não existem.

Tenho ouvido (e observado) de diversos especialistas da área de recrutamento e gestão de talentos (e observado): “As vagas formais vão diminuir, mas a demanda por trabalho humano, criativo e estratégico vai aumentar.”

Acredito que enxergar as oportunidades onde elas não estão escancaradas é um “músculo” que pode ser exercitado.

Entre tantas dúvidas, uma coisa é certa: vamos precisar de novas habilidades. “Estudo após estudo mostra que, embora a tecnologia altere muitos papéis diretamente, ela também terá efeitos indiretos. À medida que a demanda por matemática, computação e análise de dados cresce, também cresce a necessidade de atributos humanos como criatividade, pensamento crítico, persuasão e negociação”,  escreve Bernadette Wightman, diretora executiva do BT Group.

Não fique esperando as coisas de bandeja ou caírem no seu colo.

Essa liderança e protagonismo na carreira, seja CLT, profissional liberal ou empreendedor(a) é uma das principais competências observadas e valorizadas no mundo dos negócios.

E com a nova realidade imposta no susto pelo nosso querido coronavírus essa transformação ganhou um botão de FAST FORWARD (avanço rápido). Muitos futurólogos como Isabela Stanizio, Rosa Alegria e Gerd Leonhard, afirmam que o cenário que o covid-19 acelerou cerca de 5 anos a nossa realidade em aspectos como a transformação digital, aumento disparado na importância do home office, além das competências e habilidades não técnicas (softskills) imprescindíveis hoje.

Acredito que o profissional do futuro é aquele “beta forever” (em constante evolução), e que entenda profundamente

por que faz o que faz.

Lista de Soft Skills para o futuro – e hoje

Abaixo está uma lista das habilidades sociais (não técnicas) mais importantes que a maioria dos empregadores e líderes procura, divulgada recentemente pelo Fórum Econômico Mundial. Desenvolver essas habilidades e enfatizá-las em seu perfil no LinkedIn, currículos, cartas de apresentação e entrevistas vai mostrar ao entrevistador que você já tem as competências que a empresa está procurando, e o ajudará a ser contratado. 

1.     Solução de problemas complexos

2.     Pensamento crítico

3.     Criatividade

4.     Gestão de pessoas

5.     Colaboração & Relacionamento interpessoal

6.     Inteligência emocional

7.     Análise & Tomada de decisão

8.     Foco no (resultados do) cliente

9.     Negociação

10. Flexibilidade cognitiva

Entretanto, acredito que podemos acrescentar mais algumas competências determinantes (e difíceis de encontrar e visualizar até no LinkedIn, de acordo com recrutadores de mercado) para a seleção de um profissional, seja ela/ele um funcionário ou prestador de serviços:

·        Liderança empática

·        Gestão de mudanças (change management)

·        Comunicação efetiva e empática

·        Inovação

·        Agilidade (metodologias ágeis)

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Acredito que todas essas habilidades citadas acima (as do Fórum Econômico Mundial também) podem ser praticadas e/ou demonstradas em atitudes no LinkedIn: ao longo do perfil, em posts, artigos, stories e comentários.

Muito se fala de profissional do futuro. Mas entendo que todos nascemos com um conjunto de habilidades e competências. Algumas são mais fortes do que outras. Várias delas podem ser aprimoradas, desenvolvidas.

O mais importante é saber que nunca é tarde para recomeçar uma nova jornada profissional e acreditar que é possível aprender mesmo estando “velho/velha” pelos olhos do mercado.

 Acredite no seu potencial de ser humano – que nasceu para aprender e se desenvolver!

 Dicas finais para estar a frente e se destacar

·        Atualize-se das tendências de futuro

·        Busque sua identidade social-profissional

·        Compartilhe experiências (produza conteúdo no LinkedIn, por exemplo)

·        Aprenda a usar 100% do potencial do LinkedIn

·        Seja mais de uma pessoa nessa mesma vida

·        Aprenda todos os dias!

“Cultive uma compreensão profunda de si mesmo – não apenas quais são seus pontos fortes e fracos, mas também como você aprende, como você trabalha com os outros, quais são seus valores e onde você pode fazer a maior contribuição. Porque só quando você opera a partir de pontos fortes você pode alcançar a verdadeira excelência.” – Peter Drucker

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Vivian Lopes é jornalista, entusiasta do LinkedIn como ferramenta de marketing pessoal, trabalha como relações públicas e produtora de conteúdo há mais de 15 anos. Fundadora da V.Content, mãe da Gabi e do Henrique. Para me conhecer mais me chame no vivian@vivianlopes.com.br

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