LinkedIn, a normose e você

Seu perfil no LinkedIn está realmente refletindo quem é você, ou é mais um na multidão?

Somos atualmente + de 650 milhões de profissionais cadastrados na maior rede social profissional do mundo. E em quase 1 ano de pandemia, e uma presença digital forte tornou-se vital.

Você já parou para pensar se vivêssemos em uma sociedade em que não existisse desemprego?

E se todos fossem ensinados a como conhecer a si mesmos, seus pontos fortes, e como lidar com eles, se desenvolver, saber quem e como ajudar pessoas e empresas e como cobrar por isso?

Provavelmente haveria maior geração de ideias e inovação; como consequência menos desemprego. Mas como humanidade ainda estamos engatinhando nesse processo, não é mesmo?

Hoje eu ganho dinheiro com as minhas ideias. Mas nem sempre foi assim.

Ao longo de + 20 anos de carreira eu passei por 3 demissões traumáticas, senti na pele toda dor que um desligamento pode causar. Chorei e sofri. Não desejo esse sentimento a ninguém.

Me senti inútil e fracassada, como se todo esforço do mundo não tivesse valido nada.

{O que nunca foi verdade.}

Foi por isso que tomei a decisão – alguns anos atrás – de nunca mais precisar buscar “um emprego”. Eu seria minha própria unidade de negócio, mesmo se voltasse algum dia ao mundo da CLT.

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E mesmo com todas as formações em comunicação e marketing que venho fazendo ao longo da minha vida profissional, a tecnologia sempre foi um tema muito forte e presente na minha carreira.

Meu primeiro emprego foi como operadora de caixa na C&A, o segundo foi em 1999 em um provedor de internet discada, na área comercial.

Depois de formada em jornalismo, trabalhei quase 10 anos ajudando as empresas de software e tecnologia a traduzirem suas comunicações para o mercado e construindo relações com a imprensa especializada em tecnologia e inovação.

São detalhes da nossa trajetória que nos destacam e compõem nosso diferencial competitivo. Já pensou nisso?

Em 2020, em plena pandemia conheci muita gente – online. Alguns me chamaram para lives e outros viraram parceiros de projetos. Um deles é o Fernando Barra. Ele escreveu um livro que se chama “Meu emprego sumiu”, uma leitura fácil e leve, que recomendo a todos profissionais. Ele trouxe uma visão inovadora sobre carreira x emprego.

Eu acredito na evolução.

Acredito que todos os dias podemos ser seres humanos melhores, e consequentemente profissionais melhores.

Eu acredito que somos como startups – ou deveríamos nos ver como, se desejamos seguir relevantes ao mercado. “Eternamente em beta”.

Quando falo mercado não me refiro apenas ao modelo CLT – que na minha opinião está com os dias contados, pois os modelos de trabalho serão cada vez mais por projetos e por entrega de valor, e cada vez menos por hora. E será cada vez mais multi, mais diverso, que traga realização, e renda – afinal todos aqui precisamos pagar os boletos, comer e ter um teto para viver.

Você deve estar se perguntando: mas e onde o LinkedIn entra nessa história toda, Vivian?

Entra no momento em que você se dá conta de que é uma marca.

Querendo ou não você é.

Para aqueles que torceram o nariz, pensando que não é um produto, tenho uma boa e uma má notícia:

A má: você já é enxergado assim por todas as empresas em que trabalhou ou se candidatou a uma vaga.

A boa: é que quando você investe em fazer a gestão da sua marca pessoal, você colhe frutos positivos.

A única escolha que temos nesse sentido é fazer essa gestão. Quem faz essa gestão colhe um tipo de resultados (muitos bons, admito pela minha própria experiência, apliquei primeiro em mim) infinitamente superior do que aqueles que não olham para si mesmos como uma marca.

Com a pandemia, o LinkedIn se consolidou como a ferramenta mais poderosa do mundo quando pensamos em rede social profissional.

A cada segundo dois novos perfis são cadastrados nessa rede. No mundo todo já são mais de 650 milhões de perfis ativos.

Já que não teremos, por enquanto, eventos presenciais, off-line, cafés e almoços para socializar, fazer networking, o online ganha grande força.

E esse alinhamento entre on-off torna-se vital, indispensável. Artigo de primeira necessidade.

Mais de 70% dos líderes e profissionais que buscam prestadores de serviços olham o LinkedIn antes de fechar uma parceria ou projeto. Já os recrutadores, + 90% usam o LinkedIn antes de selecionar um candidato.

Nunca tive tantos clientes de mentoria, gestão e workshops de LinkedIn e marca pessoal para profissionais e equipes.

É investimento e artigo de primeira necessidade para aqueles que desejam se destacar e ser localizados por líderes e recrutadores.

Ser mais do mesmo, ter um perfil “baunilha”, robótico, “normal”, e pouco humano, definitivamente não vai te ajudar a sair do lugar, se você busca uma recolocação ou reposicionamento ou uma ascensão profissional.

A valorização do seu passe começa pelo posicionamento no digital.

Quando nos enxergamos como marca, nos posicionamos e usamos o LinkedIn de forma mais estratégica você assume as rédeas dessa unidade de negócios que é VOCÊ!

Você lidera sua própria carreira e pode começar a gerar seus próprios produtos e negócios.

Eu mesma fiz isso, anos atrás, quando comecei meu negócio, quebrei e retomei com uma proposta completamente nova.

Mas como eu sabia que daria certo? Testando, estudando, conversando com potenciais clientes, indo para “rua”.

“Pare de querer ser tão normal”

Ser normal deveria ser ‘proibido’, mas crescemos nessa realidade, fomos educados para ser “normais”, aceitos, seguir uma rota linear – aí veio o mundo VUCA (do inglês Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) e mudou tudo.

Vejo todos os dias perfis no LinkedIn frios e engessados, parecidos – ou iguais – a muitos outros. Muitos se sentem invisíveis por conta disso.

Depois veio um vírus, e mudou mais ainda.

E você, vai ficar aí parado, querendo apenas um emprego? Ou vai começar a se enxergar como unidade de negócio.